Divulgação interna
A rede municipal de ensino do Rio de Janeiro alcançou a menor taxa de abandono escolar desde 2007: 0,1% dos alunos do ensino fundamental abandonaram a escola em 2025. Esse resultado representa um avanço significativo, demonstrando o impacto positivo de um conjunto de políticas educacionais bem implementadas pela Prefeitura do Rio, especialmente nos Anos Finais (vide gráficos).
A atual gestão assumiu em 2021 com uma taxa de abandono total de 0,8% (dado de 2019), sendo 1,3% nos Anos Finais do ensino fundamental. Os dados recentes divulgados pelo INEP mostram que, entre 2024 e 2025, a taxa de abandono total caiu de 0,3% para 0,1%, uma diferença que representa 732 alunos do ensino fundamental, em risco de evasão, que permaneceram na escola.
Desagregando os segmentos, de 2024 para 2025, a taxa de abandono dos Anos Iniciais do Rio de Janeiro foi uma das menores entre as capitais do Brasil. Caiu de 0,2% em 2024 para 0,1%. Já nos Anos Finais, a taxa apresentou redução mais expressiva: passou de 0,5% para 0,2%.
“Essa redução histórica no abandono escolar mostra o avanço das políticas para garantir a permanência dos alunos nas escolas. Lugar de criança é na escola, aprendendo, convivendo e se desenvolvendo”, afirma Hugo Nepomuceno, secretário municipal de Educação do Rio.
O município do Rio destaca-se também entre as capitais brasileiras. Ele está entre os que têm a menor taxa de abandono tanto nos Anos Iniciais quanto nos Anos Finais. O mesmo ocorre em relação aos demais municípios da Região Metropolitana.
Foram várias as políticas implementadas para transformar as escolas cariocas em um espaço de aprendizagem nos últimos anos. As ações da Secretaria tiveram o papel fundamental nas estratégias de busca ativa das escolas e de garantia de permanência. Em um ano, o programa resgatou 18 mil alunos de volta às salas de aula.
Uma das ações que também colaborou para a menor taxa de evasão escolar da história foi a parceria da Secretaria com o Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Foi desenvolvido um Preditor de Evasão Escolar para auxiliar no planejamento das ações do Bora pra Escola. A ferramenta analisa variáveis das escolas, turmas, alunos e famílias com o objetivo de produzir indicadores de probabilidade de reprovação, ausência da aula ou abandono da escola. De posse desses dados, a Secretaria desenvolveu projetos preventivos de reforço escolar e de busca ativa. Os esforços visam atuar antes que a evasão aconteça, de modo a assegurar maior assertividade.
O acesso e a permanência são os primeiros passos. Só aprende quem está na escola, mas a Secretaria continuou avançando para garantir a qualidade.
Investimento em inovação
A cidade promoveu avanços importantes na educação em tempo integral com a implementação de escolas inovadoras. Uma delas foi a criação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, os GETs. Já são 314 escolas do modelo de ensino mais inovador do Brasil. Aliado a isso, promoveu o ensino de robótica, programação e inteligência artificial para 130 mil alunos.
Essas duas iniciativas preparam as crianças para um mundo cada vez mais tecnológico e digital. O desenvolvimento de habilidades digitais é imprescindível para uma cidadania plena na nova realidade.
Outra ação de grande impacto foi a proibição pioneira do uso dos celulares dentro das escolas, que promoveu a interação entre crianças e um ambiente saudável de convivência. O Rio foi a primeira rede pública de educação do Brasil a implementar a medida. O pioneirismo da medida no Rio inspirou a discussão nacional sobre o tema e a Lei Federal 15.100 foi sancionada pelo presidente Lula no início de 2025, proibindo o uso de celulares em escolas de todo o país.

















