Divulgação SME
A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, em cooperação com a UNESCO no Brasil, realizou na última quarta-feira (05/08), como parte do programa educacional Bora pra Escola de enfrentamento da exclusão escolar, o encontro “Diálogos e escuta sobre cultura de paz e práticas restaurativas no Rio de Janeiro”. O evento, realizado na Escola de Formação de Professores Paulo Freire, contou com a participação de representantes do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Fiocruz, Universidade Estácio, CEDECA Rio e lideranças que integram o movimento histórico da Justiça Restaurativa do Rio de Janeiro.
Na ocasião, o Secretário Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Hugo Nepomuceno, ressaltou que promover uma cultura de paz nas escolas exige, antes de tudo, que as relações entre estudantes e profissionais da educação sejam fundadas no respeito à diversidade e às diferenças. “É por isso que estamos iniciando esse processo ouvindo os territórios e as nossas comunidades escolares, para aprimorar a nossa política de mediação de conflitos que incorpore elementos da Justiça Restaurativa que faça sentido para a realidade da rede municipal. Com o apoio da Unesco e a partir das melhores experiências nacionais e internacionais, queremos fortalecer relações mais respeitosas, prevenir para que conflitos não se desdobrem em violências e tornar as escolas ambientes cada vez mais acolhedores, seguros e propícios à aprendizagem. Essa é uma das frentes do Bora pra Escola, que reafirma nosso compromisso com o bem-estar e o desenvolvimento integral dos estudantes.”
A UNESCO é a agência líder da ONU designada pela Assembleia Geral para implementar o mandato global da Cultura de Paz. “De forma inédita, a cidade do Rio de Janeiro, no âmbito de suas políticas públicas educacionais, vai conceber e implementar, em cooperação com a UNESCO no Brasil, uma abordagem baseada em práticas restaurativas e nos princípios da cultura de paz voltada ao enfrentamento da exclusão escolar”, explicou a oficial de projetos Maria Rehder, do Setor de Educação da UNESCO no Brasil.
Com o objetivo de promover uma escuta qualificada sobre as boas práticas e lições aprendidas sobre as iniciativas de Justiça Restaurativa desenvolvidas na cidade do Rio de Janeiro pelas diferentes instituições participantes, o evento foi conduzido pelo Desembargador aposentado Leoberto Brancher, um dos precursores da Justiça Restaurativa no Brasil, que atua como consultor especializado no âmbito da cooperação técnica entre a SME-RJ e a UNESCO no Brasil. “A Justiça Restaurativa é uma forma de abordagem de conflitos e delitos baseada na participação e empoderamento das partes envolvidas, utilizando-se de metodologias estruturadas de diálogo para enfrentar problemas e fortalecer vínculos e comunidades. Trazer essa filosofia e instrumentais para o Bora pra Escola é também contribuir para que a iniciativa se torne uma política pública em diferentes territórios da cidade do Rio de Janeiro”, afirmou Brancher.












