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Iniciativas do Escolaí abordam mudanças climáticas, diversidade cultural, sustentabilidade e projetos de futuro
A Fundação Otacílio Coser, instituição sem fins lucrativos dedicada a ampliar oportunidades para as juventudes, visitou quatro escolas da Rede Municipal do Rio de Janeiro participantes do Programa Escolaí. Criado pela Fundação há mais de 20 anos, o programa mobiliza essas instituições a realizarem missões que colocam os estudantes como protagonistas de projetos com impacto real na comunidade.
A Superintendente da Fundação, Ana Flávia Gomes de Sá, e a representante da Gerência de Educação Integral da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Luciane de Souza, estiveram no grupo que conheceu de perto o trabalho de jovens líderes e professores de Ensino Fundamental II.
Na Escola Municipal Cândido Campos, na Vila Valqueire, os estudantes, chamados de “Guardiões de Juventude”, realizaram uma sessão da Assembleia da ONU, em formato de debate de mesa-redonda, em que representaram doze países para definir medidas diante dos impactos das mudanças climáticas, como a elevação do nível dos oceanos. Assim, aprenderam sobre a importância da busca por diálogo, tolerância e consenso. Em Santa Cruz, a turma do Ginásio Educacional Tecnológico Armando Klabin promoveu uma série de ações em torno da missão Diversidade Cultural Afro-indígena. Entre elas, o lançamento de um vídeo com professores respondendo perguntas sobre racismo, além de oficinas de pinturas corporais, apresentação de adereços e artesanato, exposição fotográfica com retratos dos próprios jovens e desfile de moda com a presença de familiares e colegas.
Já na Escola Municipal Baden Powell, em Guadalupe, a missão Transformar Algo em Outra Coisa possibilitou a criação de receitas feitas com o reaproveitamento de alimentos – como a polpa da casca da banana –, e roupas e acessórios feitos a partir de tecidos que seriam descartados. No GET Dunshee de Abranches, na Ilha do Governador, o grupo acompanhou os preparativos finais da exposição Árvore das Profissões, em que os ramos exibem fotos dos jovens, geradas com inteligência artificial, nas profissões que desejam seguir, como astronauta, médica, empresário, designer e comissária de bordo. O espaço vai receber novas mensagens de sonhos e incentivo escritas pelos visitantes.
Para Letícia, uma das Guardiãs da Juventude na escola Baden Powell, o trabalho em grupo tem sido um dos pontos altos da experiência. “Um coletivo pensa melhor do que uma pessoa só. É possível ter várias ideias e isso é incrível”, afirma. “Agora eu olho para uma peça velha e já penso em transformar em uma saia ou em um shorts, por exemplo. Aprendi que nem tudo vai para o lixo. Podemos reciclar e transformar em uma coisa muito mais bonita.”
A experiência de liderar e realizar as ações deixou marcas que vão além do aprendizado técnico. “Quero trabalhar na área de moda quando crescer, e por isso participar foi muito importante”, conclui.
“É muito gratificante fazer o acompanhamento do programa e, desde 2024, ter evidências e perceber o quanto o Programa Escolaí impacta na vida desses adolescentes e jovens. São pessoas em situação de vulnerabilidade que têm a oportunidade de pensar em seu futuro de forma concreta, por meio de gincanas, brincadeiras e mobilização. É gratificante perceber o quanto o programa impacta em nossa rede e gera resultados maravilhosos para os estudantes”, afirma Luciane Souza, da SME Rio de Janeiro.
“Visitar as escolas é ver na prática o que o Escolaí propõe: quando a escola abre espaço para os jovens desenvolverem talentos e serem protagonistas, eles transformam a si mesmos e a comunidade ao redor. Assim também refletem sobre como seus sonhos e projetos de vida podem transformar realidades”, afirma Ana Flávia Gomes de Sá, Superintendente da Fundação Otacílio Coser.












